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A exposição de fotografias de Václav Havel em Porto Alegre prolongada

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A exposiçã0 de fotografias "Václav Havel na metamorfose da Europa" de Oldřich Škácha, inaugurada, no dia 18 de dezembro no Museu dos Direitos Humanos/Memorial do RS em Porto Alegre, foi prolongada até o dia 8 de março 2016.

Atualização 20.12.2015

A abertura solene da exposição

 

aconteceu no dia 18 de dezembro 2015, e contou com as presenças do secretário de Estado da Cultura, Victor Hugo, da Embaixadora do MRE, Leda Martins Camargo, da Cônsul da República Tcheca em São Paulo, Lucie Lachoutová Natal da Luz, e do Cônsul Honorário da República Tcheca em Porto Alegre, Fernando Lorenz.

Na inauguração apresentou-se o grupo folclórico Sonnenschein de Nova Petrópolis.

E exposição é organizada pelo Consulado Geral da República Tcheca em São Paulo e pelo Consulado Honorário da República Tcheca em Porto Alegre, com o apoio de duas associações de compatriotas, a Associação dos Descendentes de Imigrantes da Boêmia em Nova Petrópolis.

 

Exposição

Exposição

Inauguração

Inauguração

   Grupo Sonnenschein

 Grupo Sonnenschein

Expsição


 

Atualização 11.12.2015

EXPOSIÇÃO
Václav Havel na metamorfose da Europa

Convite (JPG, 193 KB)

Série de fotografias de Oldřich Škácha


Abertura:
18 de dezembro, 19h00
de 19 de dezembro a 08 de fevereiro 2016

Local:
Museu dos Direitos Humanos do Mercosul
Memorial do Rio Grande do Sul,  Praça da Alfândega, Porto Alegre

Organização:
Consulado Geral da República Tcheca em São Paulo
Consulado Honorário da República Tcheca em Porto Alegre   

Memorial Rio Grande do Sul, Museu dos Direitos Humanos MERCOSUL

Apoio:
Associação Cultural Tcheco-Brasileira em Porto Alegre
Associação dos Descendentes de Imigrantes da Boêmia em Nova Petrópolis

 

 

          A exposição Václav Havel na metamorfose da Europa apresenta uma série de fotografias do fotógrafo tcheco Oldřich Škácha, que acompanhou a vida do ex-presidente da República Tcheca, uma das maiores personagens da história tcheca recente.

          As imagens apresentam os momentos significativos da vida e o trabalho de Václav Havel desde a sua atividade política como escritor e dissidente durante as décadas de setenta e oitenta. Nessa época o regime totalitário da antiga Tchecoslováquia “foi normalizado“ depois da ocupação pelo exército soviético que, em agosto 1968, acabou com a Primavera de Praga e com o sonho do socialismo “com face humana”. Conhecido já muito antes da Revolução de Veludo, Havel tornou-se uma das personagens mais notáveis da oposição ao regime comunista, ganhando respeito também fora do país como um defensor dos direitos humanos, da paz e da liberdade de expressão. Pela sua escrita e pela atividade em torno da Carta 77, um manifesto público contra as condições políticas, assim como no Comité pela Defesa dos Injustamente Processados, foi preso, condenado repetidamente e perseguido continuamente pelas autoridades totalitárias tchecoslovacas.

          Destacam-se os registros emocionantes das manifestações na Praça Venceslau, em Praga, em novembro de 1989, nas quais Václav Havel teve um papel fundamental. Depois do regime comunista, que durou quarenta anos, ouvia-se nas manifestações “Havel ao Castelo“ como um dos motes dos povos tcheco e eslovaco, expressando o desejo de que o mesmo se tornasse presidente. Depois da queda da cortina de ferro, ainda no mesmo ano, é eleito por unanimidade pela Assembleia Federal como primeiro presidente democrático da Tchecoslováquia e, posteriormente, da República Tcheca. Nos anos da presidência sempre ficou fiel à sua forte vertente moral e intelectual, defendendo a necessidade de uma democracia baseada na sociedade civil, colocando-se em oposição aos executores de uma transição sem freio ao capitalismo.

          Além do lado dissidente e político, a câmara do conceituado fotógrafo captou o lado do escritor e dramaturgo, assim como alguns momentos públicos e privados na companhia da sua primeira esposa Olga e, mais tarde, a esposa Dagmar.

          A política e a escrita unidas

          Václav Havel é reconhecido pela sua obra dramática de estilo particular. Os dramas de poucos atos, com características de teatro absurdo e uma plêiade de personagens banais mas com mensagens profundas sobre a situação do homem, eram proibidos pelo antigo regime. Eram encenados livremente no estrangeiro, mas na Tchecoslováquia, tinham que ser apresentados clandestinamente em apartamentos-teatros. Hoje em dia Václav Havel é o dramaturgo tcheco com mais encenações no estrangeiro. Ao longo da vida Havel escreveu também uma numerosa série de ensaios, sendo esse género um dos seus fortes instrumentos de expressão política.

          No Brasil existem três edições traduzidas da obra de Václav Havel. Em 2010 foi publicada a coletânea Poesia e Teatro (Editora Annablume) que inclui os dramas Confraternização de jardim e Largo Desolato e a compilação de poemas concretos Anticódigos, tratando-se da única tradução feita diretamente da língua tcheca. Em 1992 foi publicada a tradução de Cartas a Olga (Editora Estação Liberdade), uma coleção de cartas de Václav Havel enviadas da prisão à sua esposa. Em 1991 foi publicada a tradução da Entrevista à distância (Editora Siciliano) de Václav Havel com o jornalista Karel Hvížďala, adquirida nos anos 1985-86.

(Lucie Lachoutová Natal da Luz)